Conhecendo o papai!!

 

Conheça Malkav, Pai e Fundador do clã Malkavian

Introdução ( uma análise do Antediluviano por um membro do Inconnu que pretendia manter este documento em sigilo, mas ele "vazou" por intermédio de outros Membros )

 

Malkav, ou "detentor da visão" no jargão antigo da língua hebraica, é tido como o segundo mais velho dos Antediluvianos. Tendo sido Abraçado momentos após sua irmã Arikel, Malkav é aquele que carrega o peso da Verdade. Sua pós-morte foi ao mesmo tempo gloriosa, patética e recheada de devaneios.

 

Analisando Malkav 

Desde que fôra Abraçado, Malkav gradativamente adquiriu um conhecimento gigantesco sobre as eras do passado, do presente e do futuro. Seu conhecimento é por deveras tão longo e tão intrincado que ele teve de abdicar de algo para que este conhecimento não fosse perdido: sua sanidade. Tudo que ele via e sabia se embaralhava com a realidade, formando um estado caótico e psicotrópico permanente, como se todas as possibilidades de existência e não existência tivessem sido aplicadas em doses cavalares neste ser. Suas premonições e conhecimento, talvez devido à loucura, sempre vinham em forma de metáforas, enigmas e frases aparentemente sem sentido. Como era de se esperar de um ser que possui uma visão que se estende ao infinito, ele foi vítima de muitos seres inescrupulosos, inclusive outros Membros, que desejavam se aproveitar dele para saber os resultados de guerras, disputas, conflitos e intrigas. É sabido que Mekhet, Antediluviano Tzimisce, foi um deles; quando finalmente descobriu o significado real da frase que Malkav proferiu naquele dia infame em que ele, Mekhet, iria participar de uma guerra contra alguns inimigos de sua linhagem, a ira dentro do Tzimisce era tanta que ele jurou que iria eliminar Malkav e suas crias da face da Terra. Quando primeiramente ouvida pelo Antediluviano Mekhet, a frase parecia uma certeza de sua vitória sobre os inimigos de forma esmagadora. Uma pena; os Tzimisce, a meu ver, sempre foram um pouco apressados e estúpidos demais.

Existem ainda aqueles que dizem que Malkav é o progenitor da Gehenna; segundo mitos entre os vampiros que vieram depois dele ( 5ª, 6ª geração ), tudo que Malkav imagina que se encaixe com a realidade poderia vir a existir. Por isto, dizem eles, Malkav predisse a Gehenna desde muito antes da destruição da Segunda Cidade, naquela época como forma de diversão. Hoje seu momento de prazer se torna nossa eterna agonia, já que convivemos com o perigo iminente de que a Gehenna nos esmague e que nossas pós-vidas sejam perdidas.

Alguns crêem que Malkav apenas se tornou insano após Caim lhe dizer algo que me é desconhecido. Para termos históricos isto não é muito relevante, pois a maior importância neste caso é a vida de Malkav, o que ele disse e onde está. Se não sabemos como ele enlouqueceu, uma coisa ao menos é certa: ele enlouqueceu.

Arikel sempre amou muito seu irmão, sem se importar com a demência que o assolava. Ela sempre ajudou muito à ele e suas crias, e ao que me cabe, até demais; como alguém que devesse algo à ele ou estivesse escondendo alguma coisa. Segundo hipóteses lançadas por companheiros de estudo, Arikel deveria ter sido a Louca, mas Malkav a poupou de tal sacrifício e se ofereceu em seu lugar. A angústia e a culpa de ter que ver seu irmão como um ser delirante teria sido grande, então para aliviá-la, Arikel o amparou. Ao que parece, as crias de Arikel se negaram a fazer o mesmo e abandonaram os Malkavianos à própria sorte. Segundo observações e boatos que seguem pelos corredores de Elísios, alguns dos Toreadores ainda lembram do sacrifício dos Malkavianos e os aguardam, de braços abertos, para quando estes precisarem de ajuda.

 

No Passado 

Desde aquela época, na existência da Segunda Cidade, Malkav era adorado e louvado pela população humana. As pessoas viam nele um profeta desvairado que sabia tudo que ocorreu e tudo que ocorrerá; com o passar do tempo, cada vez mais e mais este fanatismo crescia. Até o dia em que Cartago foi tomada de assalto pelos Ventrue; momentos antes desta tragédia, Malkav recebeu uma visão tão aterradora ( creio eu ), que decidiu render-se aos Ventrue se estes permitissem que ele, suas crias e os que o seguiam fugissem. Há comentários de que esta visão teria sido, finalmente, a de sua própria morte: Malkav deveria evitá-la a qualquer custo, pois mesmo para o seu estado de existência e para os padrões vampíricos, seria uma morte não-natural e que interferiria em toda Família. Malkav desejava, acima de tudo, se tornar uma pessoa obscura e incógnita, mas sabia que naquele momento e provavelmente durante muito tempo isto seria. Com efeito, Arikel ainda não havia se afastado dele e fugiu junto com seu irmão; somente tempos depois eles iriam se separar. O Rebanho, vendo que seu profeta e sua artista fugiam, entregaram as armas e seguiram com eles. O que houve foi em seguida foi a luta contra os Brujah que permaneceram na cidade, uma vitória vergonhosa para os Ventrue, que aliados à outros Clãs invadiram a cidade em massa e quase foram dizimados por guerreiros que compunham um décimo de seu poderio bélico. Desde esse dia, os Brujah olham para os Toreadores e os Malkavianos como traidores; os mais velhos entre os Brujah ainda amaldiçoam secretamente os nomes da primigênie dos dois Clãs, armando sua vingança na forma de intrigas e punhaladas pelas costas. É a eterna e cíclica Jyhad, a fênix de muitas eras que sempre ressurge das cinzas..

Em meio à fuga, Malkav se separou de Arikel e ordenou às suas crias ( talvez por meio de Dominação, talvez não ) que se espalhassem o mais que sua insanidade permitisse pelo Velho Mundo e esquecessem que um dia conheceram Malkav, "o detentor da visão". Dias depois, atendendo à um pedido dele, Arikel declarou à sociedade Cainita que Malkav estava morto.

Segundo consta, Malkav vagou incógnito pela população durante séculos e séculos; até que um dia sua Visão veio à tona novamente, no começo da Era Cristã, na Jordânia. Novamente ele se levantava entre a população, como um Profeta e um Enviado; ele adotou o nome de Elliahel. Um culto de adoração à sua pessoa se formou. Dizem que os seus seguidores praticavam ritos bizarros, como o uso de drogas alucinógenas ( talvez tenha sido a seita de Malkav que introduziu o ópio para o consumo humano em uma escala significativa ), sacrifícios de animais exóticos, auto-flagelação, penitências extenuantes em formas de cicatrizes feitas com ferro em brasa além de muitas outras práticas que me fogem do conhecimento.

 

No Presente 

As informações que possuo é que a seita do Neo-Oráculo de Delfos, como passou a ser chamada desde sua criação, sobrevivera até o século VII ou VIII, sempre conseguindo mais e mais adeptos mas nunca deixando a região da Jordânia. O culto, além de adorar Elliahel, passou a cultuar também deuses da mitologia grega, em especial aqueles ligados ao mistério e aos enigmas. Mas eis que uma outra religião já havia se levantado a algum tempo e seus olhos, assim como sua ira, se voltavam contra o Neo-Oráculo. Acusada de herética e profana, a seita de Malkav foi vítima de uma pequena "cruzada", feita pelos cristãos. Como muitas das informações a respeito desta religião, as informações históricas sobre o fato foram esquecidas, abafadas ou nunca registradas; suspeito que alguns Membros dentro da Igreja Católica descobriram que Malkav estava vivo e exercia influência sobre os membros deste culto. Tais anciões provavelmente manipularam a informação até na mais alta cúpula da Igreja, de forma que o desmembramento da seita e da morte de Malkav permanecessem obscuros.

Um exército de 2000 homens, armados e protegidos por couraças e armaduras, investiu contra o grande templo do Neo-Oráculo de Delfos. Os soldados ( ao que se supõe a maioria deles humanos; quem sabe alguns carniçais ) tomaram o templo de surpresa, adentrando por janelas e pela porta principal. O ataque foi rápido, devastador e silencioso: todos que ali dentro se encontravam foram mortos, mas Malkav foi tido como um daqueles humanos fanáticos. Suas peripécias com poderes vampíricos ocultaram sua verdadeira essência, de modo que não o exterminaram como ele deveria ser exterminado.

Os fatos ocorridos apenas me fazem crer que Malkav, sob o pseudônimo de Elliahel, foi tido como humano e "morto"; apenas mais um entre os vários corpos espalhados. Creio eu que todos os Malkavianos existentes naquela época e muitos membros da Família ( exceto alguns mais poderosos que foram justamente aqueles que destroçaram sua seita ) eram alheios à sua existência como Malkav, apenas conhecendo um humano fanático e pseudo-profeta chamado Elliahel.

Depois de algum tempo, creio eu alguns séculos, a seita foi esquecida. A construção, semi-destruída, ruiu sobre o corpo de Malkav, agora em torpor. E assim permanece até os dias de hoje. Um companheiro de estudos me trouxe uma foto que, segundo ele reproduz as ruínas do templo. Observando-a agora, vejo uma parede semi-destruída ( ela, por sorte, ainda não ruiu ) com algumas runas entalhadas. Gostaria de saber o significado destas runas; talvez sejam o significado da história confusa deste ser ou quem sabe apenas mais uma das brincadeiras bobas de Malkav.

 

As palavras de Malkav 

 

 

 

 

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